Entrevista de Filipe Batista e Silva ao Deutsche Stimme

Filipe Batista e Silva concedeu uma entrevista à Deutsche Stimme, jornal do partido nacionalista alemão NPD. Publicada na edição de Agosto, a entrevista centra-se na questão do arrastão ocorrido na praia de Carcavelos e na II Convenção Nacional do PNR.

Deutsche Stimme – Sr. Batista e Silva, o Presidente da República Portuguesa sentiu-se “envergonhado” pelo seu país devido aos “extremistas de direita” e às forças “anti-europeias” que demonstraram a sua indignação em Lisboa na manifestação contra a criminalidade e a imigração do passado dia 18 de Junho de 2005. Como nacionalista, o que tem a dizer sobre estas acusações?

Filipe Batista e Silva – O Sr. Sampaio não tem que sentir vergonha de nada. O que aconteceu no dia 18 de Junho em Lisboa foi uma manifestação legítima do povo português contra o crime e a imigração. Ao contrário das habituais manifestações de extrema-esquerda, a nossa manifestação decorreu de forma pacífica. Foi apenas um acto normal em democracia, mas também um sinal de que os Portugueses estão finalmente a acordar. Aqueles que estavam na manifestação não eram hooligans, mas sim pais, avós, crianças, trabalhadores, veteranos de guerra e simples patriotas e nacionalistas portugueses fartos de serem alvo dos gangs étnicos pela simples razão de serem brancos… Nós não queremos nem ruas cheias de polícia nem cheias de criminosos e gangs. Tudo o que queremos é viver em paz e harmonia. O que há de errado nisso?

As consequências da actual política de imigração suicida não são sentidas pelos políticos ricos ou pelos homens de negócios pró-globalização, mas são sentidas diariamente pelos Portugueses honestos de classe média e média-baixa!

No mesmo dia em que os nacionalistas se manifestaram em Lisboa, o Sr. Jorge Sampaio visitou o bairro da Cova da Moura, conhecido pelas suas elevadas taxas de crime, tráfico de droga e assassínios de agentes da autoridade e habitado por uma numerosa comunidade africana. O Presidente disse «quão importante era existir em Portugal imigrantes e cultura africana», e levantou a sua voz contra o «populismo e o racismo» dos Portugueses. Prometeu ainda a revisão da Lei da Nacionalidade, no sentido de facilitar o acesso à nossa nacionalidade, concedendo-a de acordo com a Lei de Solo, que converte em “português” qualquer um que tenha nascido em território nacional, independentemente da nacionalidade dos pais, das suas raízes culturais e/ou linguísticas… Podemos concluir que o Sr. Sampaio quer oferecer à comunidade africana uma grande recompensa pelo seu “bom” comportamento em território nacional… É pura e simplesmente revoltante!

Gostaria já agora de perguntar ao Sr. Sampaio porque é que precisou de uma comitiva policial reforçada com mais de 250 agentes para o proteger durante a visita àquele bairro. Se a comunidade africana é tão pacífica e ordeira, porque é que o Sr. Presidente requisitou uma força policial tão aparatosa?

Sobre a acusação de sermos “anti-europeus”, devo esclarecer o Sr. Sampaio que os nacionalistas não são contra a Europa, mas sim contra uma União Europeia liberal-capitalista que oprime continuamente a nossa liberdade nacional e prejudica muitos dos nossos interesses.

DS – O ataque na praia de Carcavelos foi justificado pelos meios de comunicação social da República Federal Alemã como a consequência de um problema social. “Jovens provenientes de bairros problemáticos” também se têm tornado criminosos na Alemanha. Qual o seu ponto de vista sobre tudo isto?

FBS – Penso que é importante começar por explicar o que se passou exactamente na praia de Carcavelos. A praia é usualmente frequentada aos fins-de-semana por muitas pessoas provenientes da Grande Lisboa. No dia 10 de Junho, curiosamente o Dia de Portugal, houve uma concentração anormal de africanos dos bairros problemáticos da coroa de Lisboa. Pelas 15 horas da tarde, e depois de alguns tiros, o assalto em massa tinha já começado no areal da praia, com cerca de cinco centenas de jovens negros assaltando, insultando e agredindo os Portugueses que aí se encontravam. O pânico cedo se espalhou por toda a praia, com centenas de Portugueses fugindo de vários gangs de negros organizados e armados. Esta situação durou por mais de uma hora, até que as forças especiais da polícia (equipadas com shotguns, armas automáticas e coletes à prova de bala) começaram a usar a força para controlar a situação. Mas se os ataques cessaram na praia, eles acabaram por se espalhar por muitos outros locais, especialmente pelas linhas de comboio, de volta para Lisboa. De acordo com diversos testemunhos oculares, foi uma “autêntica cena de filme de terror”.

No princípio, os média começaram por tentar esconder a identidade étnica dos atacantes. Mas os vídeos e as fotos mostravam claramente quem realmente eram os delinquentes. Depois, os média e os partidos de esquerda tentaram justificar os ataques, dizendo que “eram o resultado de uma situação social pobre das minorias africanas, falta de integração, racismo e discriminação dos Portugueses”… Mas depois da grande manifestação em Lisboa, a extrema-esquerda, o SOS-Racismo, o Alto Comissariado para a Imigração e as Minorias Étnicas e vários jornalistas tentaram fazer uma espécie de “revisionismo” do ataque, minimizando o que realmente se passou no dia 10 de Junho, dizendo, por exemplo, que os atacantes eram menos de 50 (!!!) e culpabilizando a polícia (!!!) pelos incidentes mais graves.

No meu ponto de vista, o crime associado às comunidades africanas não é na sua essência um problema social ou de integração. É um problema que tem a ver com um “choque de culturas” que resulta numa incompatibilidade entre os modos de vida europeus e africanos. Os esforços empreendidos para integrar à força as “minorias” têm falhado e continuarão sempre a falhar, onde quer que seja! Não há forma de contrariar a natureza das coisas. Enquanto nós não tomarmos fortes medidas para parar a imigração-invasão para Portugal, especialmente do Brasil e África, e enquanto não enviarmos os criminosos e os ilegais de volta para os seus países de origem, os problemas irão persistir e agravar.

DS – Portugal está já a experimentar um problema relacionado com a sociedade multicultural, tal como aconteceu com a França ou a Holanda?

FBS – Sim! Existe, de facto, uma sociedade multicultural emergente em Portugal e muitos problemas associados a ela. A área mais problemática é a Região de Lisboa, onde as comunidades alienígenas são cada vez mais fortes e numerosas. Mas os problemas multiculturais estão a expandir-se tanto para a costa Norte como para a costa Sul, particularmente Faro e Porto.

Contudo, as características da nossa imigração são diferentes das da Holanda, França, ou mesmo Espanha, onde o principal problema permanece relacionado com a invasão islâmica. Em Portugal, as comunidades islâmicas existem de facto em Lisboa, mas são ainda pouco numerosas. O maior problema está ligado à imigração do Brasil e das ex-colónias de Portugal em África. Por essa razão, as principais fracturas sociais não derivam propriamente de base civilizacional ou religiosa, mas sim de choques de identidade e modos de estar e viver em sociedade muito diferentes.

DS – O PNR luta em Portugal por uma oposição nacional. Que objectivos políticos formulou na recente Convenção Nacional de 25 de Junho? Há mudanças de nomes?

FBS – A Convenção Nacional do PNR representou um importante marco para o futuro do único partido nacionalista em Portugal. O nosso partido, apesar do crescimento eleitoral, foi gerido nos últimos anos de uma forma que gerava algum descontentamento e desconfiança nas bases militantes. A recentemente eleita Comissão Política Nacional do PNR tem novos membros mas também alguns inevitáveis abandonos. Temos um novo Presidente, José Pinto-Coelho, que é respeitado e considerado na área nacionalista, e cuja principal tarefa será unir os nacionalistas portugueses e fazer crescer o partido em tamanho, qualidade e credibilidade.

Mas as principais mudanças serão nos campos da acção e operacionalidade. De agora em diante, o PNR irá trabalhar para ter uma maior intervenção na sociedade, com ideias determinadas e acção directa. Queremos dizer aos Portugueses que a única alternativa séria e completa ao actual sistema de destruição nacional é a via nacionalista!

Na Convenção, eu próprio propus uma moção estratégica, que recebeu total aceitação junto dos militantes. Essa moção propunha a mudança de atitude da nossa Comissão Política Nacional e a reorganização interna do partido, no sentido de adaptar a sua estrutura às lutas políticas que nos aguardam no futuro próximo.

Com estas mudanças no PNR, e com as novas entradas de valor e mérito na Comissão Política Nacional, esperamos um compromisso de todos os nacionalistas Portugueses para fazer deste partido uma verdadeira força de oposição nacional que provoque um abalo no actual sistema de traição que está a destruir a nossa antiga Nação Europeia.

DS – Que significado tem para si a cooperação entre movimentos nacionalistas na Europa?

FBS – Não tenho a menor dúvida que a cooperação entre movimentos nacionalistas na Europa é crucial, para não dizer indispensável, para o nosso sucesso comum, por duas razões fundamentais: Primeiro, porque a repressão contra os nacionalistas está a crescer e a tornar-se mais extrema. Por conseguinte, temos que nos ajudar uns aos outros e formar um forte bloco que desencoraje as tentativas de dissolução do nosso movimento. Em segundo lugar, porque não é possível, nem desejável, que apenas em um ou dois países haja um Estado nacionalista. Para uma total mudança, toda a Europa tem que se tornar nacionalista. A comunidade internacional não toleraria uma mudança isolada, e faria tudo o que estivesse ao seu alcance para travar as conquistas dos novos regimes nacionalistas. A vitória virá apenas quando todos os países, ou pelo menos a maior parte deles, forem governados por nacionalistas verdadeiros e esforçados.

Estou muito feliz por ver que há uma crescente cooperação entre movimentos nacionalistas de diversos países europeus. No meu ponto de vista, a Frente Nacional Europeia é definitivamente um modelo a reforçar. O PNR tem ele próprio contactado com diversos partidos nacionalistas na Europa e uma das prioridades da nova Comissão Política Nacional é justamente cimentar essas relações.

Por fim, gostaria de acrescentar que no actual panorama geopolítico internacional, temos que estar cientes da importância dos blocos civilizacionais. Uma nação isolada não pode, hoje em dia, proteger-se dos perigos externos. É por isso que uma aliança europeia de Nações é tão importante. Esta aliança deve ser forjada não sob os princípios dogmáticos do capitalismo liberal, mas sim sob o cimento da nossa ancestralidade, identidade e valores tradicionais comuns.

Publicado no Deutsche Stimme, Agosto 2005, p. 20