Saída do euro
Decorreu esta semana, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, uma conferência intitulada “A alternativa é a saída do euro?”, à qual assistiu uma delegação do PNR.
Ouvidos os conferencistas, as conclusões que retirámos foram muito claras e corroboram aquilo que sempre temos defendido, nomeadamente:
1) A média de crescimento económico dos países “pobres” da Europa era superior antes da sua entrada no euro.
2) Desde o começo do euro em 2002, e até 2013, o crescimento dos países “pobres” sem euro, aumentou para 3,3%, tendo os países mais pobres da zona euro caído para -0,5%. Já entre os países ricos, os de fora do euro cresceram 0,5 e os da zona euro cresceram 0,9%. Ou seja, o euro, claramente, só beneficiou os países ricos!
3) Se tomarmos a Alemanha como referência constante, verifica-se que todos os países mais pobres da zona viram as exportações decair sempre, enquanto os países pobres fora do euro e da UE viram sempre as suas exportações aumentarem.
4) Fora do euro, recuperaríamos os necessários instrumentos financeiros para gerirmos a nossa moeda nacional e fazermos face às necessidades. Isto, obviamente teria de ser acompanhado por medidas proteccionistas (que sempre defendemos) e por uma revitalização do mercado interno. Portugal iria, sim, crescer.
5) Quanto à dívida externa, negociava-se: obviamente, os nossos credores têm interesse em que nos revitalizemos e paguemos, e não em que andemos sempre em resgates sucessivos até ao dia em que os nossos governos já não tiverem onde ir buscar dinheiro.
Esta perspectiva tem aliás sido corroborada por vários vencedores do Prémio Nobel da Economia durante a última década, desmentindo assim o catastrofismo dos “fazedores de opinião” do sistema e verdadeiros profetas da desgraça que tentam fazer crer que a alternativa à saída do euro seria a fome e a ruína económica. Essa mesma fome e ruína económica que Portugal já sente dentro do euro e continuará a sentir ainda mais quando, ciclicamente, tiver de recorrer à Troika por não se conseguir financiar, até ao dia em que os governos já nada tiverem para vender nem puderem aumentar mais impostos, o que levará à nossa saída do euro por decisão de Bruxelas e, então sim, à nossa bancarrota.
O PNR sempre acreditou mais nos economistas que lhe são próximos e que conhecem o mundo real, do que em nomes “sonantes” como aqueles que os nossos governos pró-Bruxelas chamam para pastas ministeriais, mas que depois se enganam permanentemente nas contas. É pois com cada vez mais convicção que o PNR afirma aquilo que, ao contrário de outros, já vem a afirmar desde há muitos anos: o Euro prejudica Portugal!
PNR – Partido Nacional Renovador A actividade do Partido Nacional Renovador (PNR), de Portugal. O Nacionalismo Renovador, os discursos, as tomadas de posição, os documentos, as acções.
