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O combate cultural na formação de uma elite política e na mudança de mentalidades

Se o combate cultural é importante? Claro que sim! Mas apenas um combate que seja realmente consequente, com resultados práticos, porque hoje, mais que cultural, é político e trava-se nas urnas.

Durante mais de quatro decénios, o nacionalismo esteve preso ao passado, fechado sobre si mesmo e com uma grave crise de Identidade. Viveu preso a discussões de grupo, sob distintas influências de um passado relativamente recente e, quando não se consumia em inúteis tertúlias saudosistas, delineava estratégias de futuro, completamente alheadas da realidade actual e sem bases que as sustentassem.

Um dos objectivos do PNR, tem sido o de abrir o nacionalismo à sociedade, captar eleitores e apoiantes que nunca tenham ouvido falar do mesmo, mas que se identifiquem com os seus princípios de uma forma natural. Esse é o nosso principal “combate cultural”. E ele passa também por apresentar candidatos às eleições, por gente que não tenha medo de «dar a cara» na rua nem na comunicação social e que não se demita do trabalho de militância, sobretudo no período eleitoral. Mais que formar “elites pensantes”, necessitamos de formar militantes e simpatizantes, gente de trabalho que nos ajude a atingir os objectivos comuns.

Não simpatizo muito com a ideia da “formação de elites”. Afinal, ao longo dos últimos quarenta anos, elas têm-se mostrado incapazes de produzir algo concreto e perene, de interpretar o presente e muito menos de apresentar ideias para o futuro. Fecharam-se no passado, continuando com a mentalidade de “grupos secretos” e com medo de «darem a cara».

Olhando para a realidade dos candidatos do PNR, que cada vez são mais, posso afirmar que não fazem parte dessa “elite”. São cidadãos que não vêm do chamado “movimento” nacionalista, que se habituaram a viver em democracia e que, com muita coragem e parcos meios, estão a ser formados à sua custa.

Aos poucos, eles estão a contribuir para uma “mudança de mentalidades e de atitudes”, enfrentando pela primeira vez o “combate cultural” e político que realmente importa, sem preparação – por que esta só se obtém com a experiência -, ganhando capital de conhecimento e autoridade através da diversidade de situações por que passam.

O combate cultural é necessário, mas com objectivos! Vivemos numa democracia e só com o voto é que é possível ter poder para ser poder. O tempo escasseia! Não haverá revoluções, o passado não voltará. Neste momento, só há uma coisa a fazer: salvar o que ainda pode ser salvo!

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