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Tudo como dantes Quartel General em Abrantes

Depois de termos perdido grande parte da nossa mancha florestal, depois de muitas mortes, de muitos feridos, de muitas vidas e bens destruídos, o Primeiro-Ministro anunciou agora, “tarde e a más horas”, que na prevenção e combate a incêndios, as Forças Armadas vão ter um papel reforçado no apoio de emergência, ao nível do patrulhamento, e caberá à Força Aérea a gestão e operação dos meios aéreos.

A gestão e operação, por parte da Força Aérea, abrangerá os meios próprios que este ramo das Forças Armadas venha a dispor, mas, igualmente, “a gestão dos meios próprios do Estado e dos contratos de meios aéreos de combate aos incêndios”, acrescentou o líder do executivo. Haverá “um papel alargado” das Forças Armadas no que concerne “ao apoio militar de emergência ao nível do patrulhamento, nas acções de rescaldo, na parte logística, no auxílio junto das populações e, ainda, no que respeita às capacidades no apoio ao processo de decisão”.

Ora, com umas Forças Armadas reduzidas a números mínimos, com restrições orçamentais enormes, tudo não passa mais de um manifestar de intenções, que algo de concreto e real. Significa isto, tão somente, que pouco ou nada vai mudar, mas que já arranjaram o «bode expiatório» para quando as coisas correrem mal.

António Costa acrescentou, no mesmo sentido de profissionalização do modelo de combate aos fogos, que “será retomada a expansão das companhias dos GIPS (Grupo de Intervenção Protecção e Socorro) da GNR. Fazemos votos para que se concretize, nomeadamente, a profissionalização dos bombeiros e o seu estatuto revisto, coisa que o PNR sempre tem defendido.

Lamentavelmente, em matéria de Direito Criminal, não vemos propostas no sentido de aumentar as penas para os incendiários, medida importante na dissuasão deste crime. E de igual modo, também gostaríamos de ver reactivado o Corpo de Guardas florestais.

Também no que toca à limpeza de matas, o silêncio foi profundo. Importa que, coercivamente, se obrigue à limpeza de matas e que, neste particular, o Estado seja um exemplo, recorrendo ao trabalho de quem recebe o RSI e de quem está preso; em qualquer dos casos trata-se de gente a viver à custa de todos nós e que deverá contribuir para o bem comum.

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