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Lixo para as crianças e luxo para os deputados? Não pode ser!

É gritante a falta de qualidade das refeições escolares servidas em diversos estabelecimentos de ensino, com especial incidência na zona de Lisboa e Vale do Tejo. Tal panorama tem vindo a ganhar expressão e a ser denunciado, mas a tutela, incapaz de resolver o problema, optou por proibir os telemóveis nos refeitórios para que não chegue ao domínio público as imagens das refeições vergonhosas que servem aos nossos filhos: além de mal cozinhadas, com ingredientes de má qualidade, em doses mínimas, algumas vezes vêm com “brindes”, que vão desde baratas e minhocas, a sabores a café e a tabaco.

É absolutamente indigno que se sirva “lixo” às crianças, como refeição, sobretudo quando se sabe que hoje em dia, a pobreza, ou risco de pobreza, afecta quase um quarto da nossa população, e de modo particular os menores de idade (cerca de meio milhão), e que a única refeição “decente” que muitos desses jovens e crianças tomam no dia é precisamente a da escola.

Esta situação é tanto mais inaceitável, se considerarmos a insensibilidade dos governantes e da classe política que detém o poder. Afinal, os deputados, que auferem de excelentes vencimentos, têm um refeitório de luxo na Assembleia da República! Com um orçamento anual de quase um milhão de euros para refeições naquele órgão de soberania, onde almoçam cerca de trezentas pessoas por dia, e com um caderno de encargos de elevada exigência, os responsáveis pelas leis que permitem que se trate mal as crianças com refeições miseráveis, comem do bom e do melhor pela módica quantia de 5,80 euros!

O PNR não pode ficar indiferente a este desprezo pelas nossas crianças e defende padrões de qualidade na sua alimentação escolar. Para tal, propõe:

– Acabar com o critério único do preço nos concursos públicos, valorizando, além do preço, a qualidade e sustentabilidade da proposta.
– Impor um caderno de encargos muito mais exigente, em termos de qualidade, diversidade e quantidade da comida servida.
– Regular um valor mínimo por refeição, a ser pago pelo Estado, pondo fim à lógica do esmagamento de custos à custa da qualidade.
– Fiscalizar, obrigatoriamente, as condições de confecção da comida e a sua qualidade, por parte da ASAE.

Por esta causa, contra a injustiça que distingue uns e outros, com privilégios para os governantes e abandono para os restantes, o PNR vai protestar em frente ao Ministério da Educação, na Avenida 5 de Outubro, no dia 12 de Dezembro, pelas 17h30.

Queremos que as nossas crianças sejam bem tratadas! Venha apoiar a nossa causa!

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