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Cada tiro, cada melro

A TVI denunciou um complexo esquema, através do qual, crianças foram literalmente raptadas, sob a eufemística designação de adoptadas por dignitários da Igreja Universal do Reino de Deus. A IURD, como é designada, é uma instituição que se tornou muito poderosa em escasso tempo – quarenta anos. Em Portugal, há quase trinta anos que é denunciada como um ‘caso estranho’ e os possíveis crimes, que decorreram há cerca de vinte anos, poderão já ter prescrito.

Desta feita, o escândalo não envolve viagens, relações pouco claras ou mesmo de cursos tirados a um Domingo. Envolve crianças e um culto que já foi muitas vezes denunciado como uma espécie de fraude para enganar incautos e pessoas fragilizadas à procura de amparo. A justiça portuguesa e a segurança social são postas em causa, bem como – e mais uma vez – a “caridadezinha” usada para todos os fins, menos para aquele a que verdadeiramente se destina.

A facilidade com que estas crianças saíram do país, preocupa-nos a todos, produz algum alarme social e mostra também como é permeável o controlo nos aeroportos, já que por via terrestre temos as «portas escancaradas».

Estamos perante um processo/investigação que está em segredo de justiça, logo, devemos dizer que é um assunto que compete à Justiça e que queremos que o caso seja investigado até às últimas consequências, com a maior brevidade e celeridade possível, uma vez que se trata de uma investigação que envolve menores. Que se apurem, pois, todas as responsabilidades e que os responsáveis sejam levados a julgamento.

Devemos, ainda, apelar a que o segredo de justiça seja respeitado e que não haja lugar a fugas de informação. Isso, além de perturbar a própria investigação, dá origem a julgamentos paralelos, feitos na praça pública, que irão condicionar o julgamento judicial feito no tribunal.

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