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Raríssimo!

O Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, demitiu-se na sequência do escândalo com a Raríssimas. O governante foi consultor desta associação e, de acordo com as denúncias vindas a público numa reportagem da TVI, recebeu avultados salários, pagos com dinheiros do Estado àquela instituição.

Mais um escândalo, envolvendo governantes e IPSS’s, devido à falta de fiscalização e mesmo à cumplicidade por parte da tutela, à promiscuidade e ao facto dos grandes partidos do sistema se terem transformado em poderosas máquinas para arranjar “emprego” a quem tem o cartão partidário.

Como é que o cidadão trabalhador, que teve de penar para arranjar um emprego, vergonhosamente mal pago e a quem arrancam grande parte de salário para pagar impostos que depois vão ser esbanjados para encher os bolsos às clientelas partidárias, pode acreditar nos políticos? Com a corrupção transversal a todos os partidos do sistema, percentualmente medida pelos “pelouros” que dirigem, é natural que confundam o «trigo com o joio», dado que são “raríssimos” os que, estando à frente dos destinos do país ou das nossas cidades, não tenham uma mancha no curriculum.

O negócio da caridade prolifera. Missões que deveriam ser uma preocupação do Estado, são entregues a quem espreita uma forma de enriquecer e de pouco fazer, a pretexto de ajudar quem precisa e assim obter benefícios estatais que canaliza para proveito próprio. Neste particular como noutros, em que só se sabem os podres quando já fedem a quilómetros, mais uma vez, ficámos esclarecidos no que toca aos protagonistas envolvidos: boys com cartão do partido ou com o avental da maçonaria.

Precisamos de ter na política gente que queira servir o país e não servir-se dele! Precisamos de ter à frente das instituições, gente que ganhe um salário pelo trabalho, mas que não esteja nelas para fazer fortuna e reclamar privilégios.

Urge moralizar a política e haver ética na gestão pública! Tal só é possível com uma nova classe política e dirigente, desligada do materialismo, empenhada na causa pública e no combate sem tréguas à corrupção. Só o nacionalismo é capaz de a Renovar.

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