| Programa Político do PNR |
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| 23-Sep-2005 | |
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1. PORTUGAL, UM PAÍS SOBERANO E INDEPENDENTE 1.1. DEFESA NACIONAL
A Defesa Nacional constitui uma das prioridades fundamentais do Estado.
1.2. UNIÃO EUROPEIA
O Partido Nacional Renovador rejeita liminarmente a união politica da Europa e portanto não aceita o federalismo ou qualquer forma de governação supra-nacional. Por consequência é contra o Tratado da Constituição Europeia.
1.3. FAMÍLIA
Juntamente com a Nação, a Família está no centro de todos os ataques dos sucessivos governos e dos "lobbies" mundialistas. Ao destruírem os valores de pertença do homem a uma família e a uma comunidade, trocando-as pelo individualismo, os mundialistas (quer os da vertente marxista, quer os da vertente liberal-capitalista) poderão mais facilmente desenraizar culturalmente os cidadãos e globalizar o mundo. Pouco a pouco tenta-se substituir a ideia de uma necessária política familiar, pela ideia de uma política de imigração. Resultado: a substituição das gerações. não é assegurada desde 1980, a população portuguesa envelhece, a instituição familiar e a estabilidade social são postas em causa.
1.4. CULTURA
Nas últimas décadas, tem-se evidenciado, em Portugal, um cada vez maior abandono da nossa cultura, artistas e tradições. A cultura nunca foi uma prioridade para os nossos políticos, sendo algo sempre esquecido e em relação à qual nunca foi dada a devida importância. Assim, muito do nosso património histórico encontra-se em grande estado de degradação e não existe uma verdadeira política cultural que dê prioridade aos artistas portugueses.
2. UM OUTRO PORTUGAL É POSSÍVEL 2.1. SISTEMA E REGIME POLÍTICO
O actual Regime da III República está consagrado numa Constituição que, no essencial, é aquela que foi aprovada em 1976, altamente ideológica e mais preocupada em albergar todas as ideologias de esquerda do pós-25 de Abril, do que no futuro de Portugal e dos portugueses.
2.2. EDUCAÇÃO E ENSINO SUPERIOR Educação
Após a revolução de 1974, o poder instituído no país fez passar a ideia, insistentemente, de que o anterior regime tinha contribuído para o défice educacional em Portugal e que a partir daí as coisas seriam diferentes. Passados 30 anos sobre a revolução, podemos concluir que a educação nunca recebeu do poder político a atenção merecida, levando a que a qualidade do nosso ensino tenha decaído, sendo a nossa escola dominada pelo facilitismo e pelo desleixo.
Ensino Superior
O ensino superior português tem vindo a sofrer, nos últimos tempos, de uma forte perda de qualidade, a todos os níveis. O ensino passou a ser encardo como um negócio altamente rentável, para professores e universidades, em detrimento da qualidade do ensino e da preparação dos alunos para o exercício de uma actividade profissional.
2.3. JUSTIÇA
O Sistema Judicial Português é lento e burocrático e em consequência disso encontra-se perto da paralisação e da rotura pela acumulação de processos.
2.4. ECONOMIA E FINANÇAS Economia
A ausência de uma estratégia de desenvolvimento sustentado a longo prazo, por incompetência e incompatibilidade dos partidos do sistema, conduziu o país ao descalabro económico e a condições extremas de desigualdade social.
Finanças
A principal preocupação do PNR é a gigantesca dimensão do Estado, que asfixia a economia e a sociedade, fruto do despesismo incontrolado, da ausência de uma estratégia lógica, racional e coerente em relação à Função Pública e de um Sistema Fiscal inconsequente, que apenas combate os efeitos, agredindo os cidadãos, e não consegue erradicar as causas da fraude e evasão.
2.5. TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL Trabalho
A política geral de trabalho terá como objectivos: gerar níveis elevados de emprego para toda a população activa portuguesa, incentivar a qualificação profissional, a produtividade e competitividade das empresas.
Segurança Social
O laxismo, inépcia e incompetência dos partidos maioritários do sistema político, conduziu o país, após trinta anos de revolução socialista, a uma pirâmide etária desequilibrada, com aumento excessivo de aposentados e uma diminuição progressiva de população activa e de jovens. O PNR propõe-se: · Definir uma Estratégia de Longo Prazo para a Segurança Social · Implementar um sistema misto de Segurança Social · Promover a inversão imediata da política demográfica · Assegurar Segurança Social condigna para todos os cidadãos 2.6 – AGRICULTURA E PESCAS Após o início das desastrosas políticas da União Europeia, estes são os sectores da nossa economia que mais se ressentiram. Políticas como a PAC têm constituído a desgraça e o desespero dos nossos agricultores, constatando-se o abandono crescente dos campos, fomentado por Bruxelas, a redução da população activa neste sector, a carestia dos produtos agrícolas, mercado português inundado de produtos de qualidade inferior e impondo uma concorrência desleal, graças aos baixos custos que a agricultura intensiva, lesiva do ambiente e da saúde dos consumidores proporciona. As quotas de produção constituem outro mecanismo vergonhoso, que prejudica quem trabalha e é produtivo. Há muita gente em situação de pobreza e até passando fome, mas prefere-se destruir produtos agrícolas em nome de interesses, que nada têm a ver com Portugal. No sector das pescas a situação não é melhor. O abate das embarcações, os limites de captura impostos, a redução abusiva dos dias de faina, a entrada de barcos estrangeiros na nossa Zona Económica Exclusiva, que o último governo entregou de bandeja a Bruxelas e, tal como na agricultura, um mecanismo de quotas que não serve os interesses de Portugal. O PNR propõe-se: · Salvaguardar o mundo rural, através da revitalização dos campos, encorajando o turismo de qualidade, as animações culturais e ajudando os jovens agricultores a conservar o gosto dos trabalhos da terra. · Implementar uma linha de crédito bonificado para os jovens agricultores e pescadores, nomeadamente para a aquisição de equipamento, e criação de escolas profissionais para estes sectores. · Proteger a agricultura tradicional, diversificada e biológica, defendendo as explorações de média dimensão e de dimensão familiar, cujo papel económico, social e ambiental não pode ser esquecido. Para tal, deve haver uma moratória das dívidas dos pequenos agricultores, uma redução da burocracia e um apoio aos preços dos produtos agrícolas. · Promover uma política de etiquetagem, de modo a privilegiar a qualidade à quantidade e o consumo de produtos naturais e regionais. · Promover o desenvolvimento das culturas susceptíveis de serem utilizadas como matérias-primas industriais, bem como aquelas que mais se adequam às condições naturais do nosso país. · Desenvolver a aquacultura para revitalizar as zonas ribeirinhas do nosso país e proteger as espécies piscícolas. · Desenvolver uma política de ordenamento do território racional e credível, que permita a exploração sustentada da silvicultura, bem como a expansão desta actividade económica. · Proteger a fertilidade dos solos, desenvolvendo medidas de combate à erosão e à desertificação. · Revitalizar o sector das pescas, de modo a possa operar eficazmente nas águas nacionais e comunitárias e concorrer com as frotas estrangeiras. · Assegurar a maior independência alimentar possível, tendo em conta possíveis convulsões internacionais ou catástrofes naturais e criar nichos de produção que consigam penetrar nos mercados externos. POLÍTICA EXTERNA Com o desmoronamento do sistema comunista na Europa de Leste e o enfraquecimento do seu poder militar, perdeu força também a razão de fundo que levou à formação da NATO. Esta organização transformou-se assim, num verdadeiro instrumento da política externa dos EUA, que não tem servido os interesses dos portugueses e dos europeus. É do interesse de Portugal uma organização de defesa e cooperação militar que defenda o nosso país e o nosso continente, e não os interesses de potências estrangeiras. Dado o seu papel histórico, Portugal tem laços de proximidade com diversos países, que não podem ser esquecidos, e dada a pequena dimensão do nosso país, é necessário um papel activo da diplomacia portuguesa em termos bilaterais e à margem da União Europeia, que, como se constata, não defende os legítimos interesses de Portugal e dos portugueses. O PNR propõe-se : · Negociar a criação de uma organização europeia de defesa e cooperação militar, mantendo cada país as suas Forças Armadas e saída de Portugal da NATO. · Recusar os dogmas da "Nova Ordem Mundial", quer seja em matéria política, militar, económica ou cultural, Portugal deve recusar a destruição do princípio da soberania, que contribui, através das acções concertadas de lobbies e de outras organizações mundialistas, para a destruição das identidades, em benefício de certos Estados e de certas empresas multinacionais. · Reforçar a diplomacia bilateral portuguesa, e da participação em missões de paz, de cooperação e humanitárias, recusando servir de mercenário a soldo de potências estrangeiras, como aconteceu após a invasão e ocupação americana do Iraque. · Redefinir a política de cooperação com o Terceiro Mundo, revendo os moldes em que é feita a ajuda financeira, a qual não deve passar por organizações mundialistas como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. A ajuda financeira deve ser mais concreta, mais eficaz e mais responsável. Em troca da assistência, o Estado beneficiário deve ajudar Portugal a lutar contra a imigração ilegal dos seus cidadãos, a organizar o seu regresso e a favorecer as relações com Portugal no quadro político, económico e militar. · Travar a integração de Portugal na União Europeia, se isso significar caminhar rumo ao federalismo e à perda de soberania e recusar a Constituição Europeia. 2.8 – INDÚSTRIA E ENERGIA A sobrevalorização do sector terciário em Portugal levou a que no nosso país se menosprezasse a Indústria, mantendo a aposta numa política de mão-de-obra barata e sem formação, prejudicando este sector essencial à sobrevivência nacional, que agora agoniza incapaz de concorrer com gigantes manufactureiros desrespeitadores dos direitos dos trabalhadores como a China, a Indonésia, o Vietname, etc. A dependência energética de Portugal é assustadora. Por um lado, não se tenta inverter o império do petróleo e por outro recorreu-se erradamente ao gás natural de origem norte africana como uma alternativa energética. O PNR propõe-se: · Dinamizar a indústria nacional, através do apoio às PME e da livre iniciativa, facilitando a criação de novas empresas. · Promover a criação de uma “marca nacional”, que transmita uma ideia de qualidade do produto, oposta à ideia de preço baixo ou mão-de-obra barata. · Promover a formação profissional e a inovação tecnológica. · Criar um espaço industrial para o aproveitamento dos investigadores científicos, evitando a fuga de cérebros nacionais para o estrangeiro, nomeadamente para os EUA. · Limitar as grandes superfícies comerciais e promover o comércio de proximidade. · Diversificar as fontes de energia, evitando a dependência do petróleo, privilegiando energias renováveis (solar, eólica, geotérmica, etc.). · Dar prioridade à energia nacional e europeia. Reduzir a dependência energética de países extra-comunitários, nomeadamente muçulmanos. 3– Mais segurança e qualidade de vida para os portugueses 3.1 – SAÚDE A saúde em Portugal está muito pouco saudável. Um sistema nacional de Saúde caótico, o pesadelo das listas de espera, a falta de médicos, entre tantos outros, são problemas que prejudicam gravemente os portugueses. No nosso país prefere-se remediar a prevenir, com os custos incomportáveis que essa política acarreta para as finanças públicas. È urgente definir uma estratégia de longo prazo para o sector da saúde. O país não pode viver ao sabor de querelas partidárias e de políticas de curto prazo que um partido implementa numa legislatura, para depois serem alteradas na legislatura seguinte por outro partido que chegou ao poder. Estas políticas de «dente de serra» têm custado muito caro ao país, constituindo um desperdício de recursos inaceitável. È preciso decidir, definitivamente, que modelo se Sistema Nacional de Saúde pretendemos para Portugal: público, privado ou semi-público. O PNR entende que o modelo escolhido deve ser o que apresentar melhor rentabilidade, maior eficácia e maior economia de recursos para o Estado. Isto passa por um estudo comparativo exaustivo dos três modelos tendo em conta a experiência já testada dos modelos público e dos Hospitais SA, que o último Governo implementou. Por outro lado é preciso comparar a procura de serviços de saúde pelos cidadãos com a capacidade instalada (Infra-estruturas hospitalares e força de recursos humanos). O Partido Nacional Renovador está convicto de que a existência crónica de listas de espera, que é absolutamente reprovável e inaceitável, em qualquer país civilizado, resulta do desequilíbrio entre a procura e a oferta destes serviços por parte do Estado e da falta de eficiência e de eficácia destes serviços públicos. Também muito importante a aposta numa cultura de prevenção das doenças, através de campanhas de sensibilização adequadas, generalizadas a todos os cidadãos, para além do aumento da oferta de médicos portugueses, com a criação de mais duas faculdades de medicina. O PNR propõe-se: · Implementar uma cultura de prevenção das doenças · Decidir, em definitivo, sobre o modelo de Serviço Nacional de Saúde, mais adequado para o país. · Aumentar a capacidade de oferta de serviços de saúde, formando mais médicos e aumentando a rede hospitalar. · Ajustar a procura à oferta deste tipo de serviços e desta forma acabar com as listas de espera · Rentabilizar os serviços de saúde · Fomentar a utilização de medicamentos genéricos · Manter uma taxa moderadora igual para todos os cidadãos, na utilização do serviço público. 3.2 – AMBIENTE E ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO O ambiente em Portugal rapidamente passou de uma causa nobre a um negócio, como tal, dá-se prioridade ao lucro, em detrimento de uma política de desenvolvimento sustentável, com resultados desastrosos para o bem-estar dos portugueses. As autarquias em Portugal vivem da construção, transformando Portugal num estaleiro permanente. Como consequência vivemos num desordenamento do território onde, mais uma vez, o lucro se sobrepõe ao planeamento. Por outro lado impõe-se definir que modelo de protecção ambiental pretendemos para o nosso país. È essencial a reflorestação das áreas devastadas pelos incêndios e pôr em prática uma política de prevenção descentralizado ao nível das Juntas de freguesia e em co-participação com os proprietários, no sentido de implementarem no terreno meios eficazes de prevenção de incêndios. Importante também no enquadramento do modelo de protecção ambiental, a escolha dos melhores métodos de eliminação de resíduos tóxicos, de forma a garantir a saúde pública. O PNR propõe-se: · Defender o ambiente e por em prática uma estratégia de Desenvolvimento Sustentável, essenciais para a defesa da nossa identidade. · Implementar medidas de educação ambiental e sensibilização das populações para a defesa do Ambiente. · Implementar uma política nacional concertada de conservação da Natureza e protecção dos animais. · Por em prática uma política nacional de gestão de resíduos e a promoção da reciclagem, de forma a proteger a saúde pública · Promover a agricultura biológica. · Tomar medidas eficazes contra incêndios florestais, designadamente ao nível da prevenção e da reestruturação do Serviço Nacional de Bombeiros · Ordenar o Ordenamento: Harmonia no Território. · Reabilitar zonas urbanas degradadas, contrariar a urbanização excessiva do país e a interioridade. · Proteger a paisagem como património arquitectónico. · Implementar uma política nacional de protecção da orla costeira. 3.3 – OBRAS PÚBLICAS Como prioridade nacional a mobilização de investimento público e/ou semi-público em co-participação com empresas privadas, na construção de uma rede de creches, infantários e escolas, descentralizada ao nível das Juntas de Freguesia, gratuitas ou com pequenas comparticipações das famílias, onde estas possam deixar os seus filhos. Pensamos que, sem esta rede, vai continuar a degradar-se a nossa pirâmide etária, pelo facto das famílias não poderem suportar os preços proibitivos praticados pelas instâncias privadas, para além de outros factores adversos. Também de primeira prioridade o investimento público e/ou semi-público, em habitação social para jovens portugueses e dinamização do mercado de arrendamento. Ampliação das infra-estruturas educativas de ensino superior, de acordo com as necessidades do mercado de trabalho e da investigação e desenvolvimento: mais duas Faculdades de Medicina e ampliação da rede de Institutos Politécnicos e Tecnológicos. Ampliação das redes viárias de auto-estradas em condições de financiamento que permitam a sua utilização gratuita, da rede de IP, IC e apoio às autarquias para melhoria dos equipamentos sociais dos Concelhos. Investimento público na melhoria da rede ferroviária, no equipamento social e ordenamento do território para protecção eficaz das florestas contra incêndios e reflorestação dos espaços dizimados; protecção ambiental contra resíduos tóxicos. O PNR propõe-se: · Implementar uma rede de creches e infantários para apoio à Família · Promover a habitação social para os jovens portugueses · Aumentar as Infra-estruturas educativas: mais duas faculdades de medicina, institutos politécnicos e tecnológicos · Criar o Centro Tecnológico de Investigação e Desenvolvimento; reconversão do actual INETI · Implementar a ampliação e renovação das redes viárias e ferroviárias; apoio ao equipamento social das autarquias · Reformular totalmente o plano de protecção das florestas contra incêndios; reformulação do plano de ordenamento do território e de defesa do ambiente. 3.4 – AUTARQUIAS LOCAIS As cidades e vilas de Portugal não têm merecido do poder local a devida atenção. É confrangedor verificar o anacronismo urbanístico, a irregularidade de estilos arquitectónicos dos edifícios, a ausência ou má concepção de espaços verdes, o trânsito caótico, o ar atmosférico irrespirável, a má qualidade da água, a ausência de espaços desportivos, etc. etc. A qualidade de vida dos cidadãos está, assim, seriamente comprometida. Parece que a lógica do betão se sobrepõe à lógica racional e coerente do que deveria ser um espaço citadino. Por outro lado, em muitas das nossas cidades não tem havido a preocupação da protecção e valorização do nosso património arquitectónico, um dos legados mais importantes da história portuguesa e que se encontram na mais completa degradação, fruto da incúria e do desleixo dos partidos do sistema. O PNR propõe-se: • Rever todos os PDM 's, reduzindo a área para construção de novos edifícios e aumentando as áreas verdes e para a prática desportiva; • Dar prioridade à salvaguarda e reabilitação dos centros históricos e edifícios antigos das cidades e vilas; 3.5- ADMINISTRAÇÃO INTERNA E SEGURANÇA A melhoria da Segurança, em todos os seus aspectos, não passa apenas pelo aumento do número dos agentes em serviço nas Forças Policiais, passa, antes de mais, pelas condições que lhes sejam dadas para o exercício das suas missões e por uma adequação das penas à gravidade dos crimes. Ou seja, o Código Penal, no seu todo, terá de ser uma força dissuasora da criminalidade. Contrariamente ao que muitos propalam, por inconfessados interesses, a acção das Polícias é altamente positiva, mesmo lutando com múltiplas dificuldades. Mas essa acção não é apoiada pelos Tribunais, não por culpa dos juízes mas por força da Lei que os limita. Impõe-se uma revisão realista do Código Penal que, sem desrespeitar os Direitos do Homem, respeite os direitos fundamentais dos cidadãos pacíficos e cumpridores. Estes têm que se sobrepor forçosamente a qualquer tipo de direitos dos criminosos, dada a vaga crescente de crimes de grande violência, sobretudo nas zonas urbanas. A criminalidade associada a bandos juvenis é outro fenómeno em ascensão. Portugal é um dos principais “entrepostos” da droga que entra na Europa. Quem o diz é o Gabinete para os Assuntos Internacionais da Droga e da Coacção Legal, órgão do Departamento de Estado norte-americano, no seu relatório anual. Isto significa que, apesar dos esforços das nossas polícias, a droga continua a entrar. Acreditamos que, com os meios de que dispõem, as apreensões que têm vindo a ser feitas – que são vultosas – representam um esforço enorme, difícil de avaliar por quem está de fora. E esse esforço é significativamente maior quanto são poucos e fracos os meios de que dispõem para o combate. Os fluxos migratórios desregrados, também têm contribuído em muito para o aumento da criminalidade, até mesmo da criminalidade organizada e de alto grau de violência. O PNR propõe-se: · Modernizar os meios de luta contra os crimes e delitos, e reforçar os meios humanos e materiais ao dispor das forças policiais. · Revalorizar as remunerações dos agentes da lei, e libertá-los das funções puramente administrativas, que devem ser confiadas a outros funcionários. · Colocar em prática uma política de prevenção dos crimes e delitos, através da inversão dos fluxos migratórios, do reforço da célula familiar, e da educação cívica nas escolas. · Promover o repatriamento dos estrangeiros delinquentes para cumprirem pena nos seus países de origem. · Promover a utilização das polícias municipais para o combate ao crime localizado. · Reestruturar o Serviço Nacional de Bombeiros e o Serviço Nacional de Protecção Civil. · Reestruturar a PSP e a GNR. 3.6 – IMIGRAÇÃO O PNR considera que a imigração em massa, fenómeno de que Portugal tem vindo a ser vítima sobretudo desde a década de 90, constitui uma verdadeira invasão, que se traduz numa ameaça para a soberania, segurança e sobrevivência futura do Povo Português. Com efeito, a imigração não gera riqueza, pois a maior parte do dinheiro que os imigrantes ganham é enviado para os seus territórios de origem. Cria situações de injustiça para os trabalhadores portugueses, que se vêem com cada vez menos postos de trabalho disponíveis e perante a concorrência desleal de mão-de-obra mais barata vinda do exterior. Aumenta a insegurança, tal como o prova o facto de serem cada vez mais as redes de crime organizado estrangeiras que operam no nosso país, a que se juntam fenómenos como o aparecimento de gangues étnicos compostos por jovens de origem africana. O PNR considera pois que a imigração só interessa aos lobbies mundialistas: aos de esquerda, que querem impor o multiculturalismo à escala mundial para destruir as referências nacionais dos povos em nome de uma suposta “fraternidade internacional” e aos liberais-capitalistas, que querem ver Portugal invadido por mão-de-obra mais barata e mais fácil de explorar. O PNR propõe-se: · Alterar o Código Penal, para que sejam aplicadas pesadas penas de prisão aos empregadores/exploradores de mão-de-obra ilegal e aos responsáveis pelas redes de imigração ilegal, que ajudam os clandestinos a vir para o nosso território e a fixarem-se nele. · Renunciar aos Acordos de Schengen, que abrem as nossas fronteiras à entrada descontrolada de estrangeiros no nosso território. · Decretar o repatriamento imediato de todos os clandestinos para os seus países de origem. · Promover uma política de desenvolvimento dos países do chamado “Terceiro Mundo”, com vista a fixar os imigrantes nos seus territórios de origem. · Alterar a Lei da Nacionalidade, para que os imigrantes nunca possam recorrer ao subterfúgio de ter filhos em Portugal para poderem ficar a viver permanentemente no nosso País. Jus sanguini como critério único. 3.7 – DESPORTO O desporto é algo essencial e de extrema importância para o desenvolvimento e qualidade de vida dos portugueses. O Estado português tem que garantir e criar condições para que todos os cidadãos possam fazer desporto, de uma forma gratuita, com qualidade e com segurança. Infelizmente, nos últimos anos, temos vindo a verificar a fuga do Estado português a essa responsabilidade, endereçando-a aos clubes desportivos. É urgente mudar a imagem negativa que existe, hoje em dia, do desporto em Portugal. O desporto tem que fazer parte da educação dos portugueses desde muito cedo e o Estado desempenha um papel essencial no incentivo e na criação de todas as condições para a prática de desporto. O PNR propõe-se: • Dotar todas as sedes de concelho com um amplo espaço para a prática das mais diversas modalidades desportivas, em segurança e com qualidade; • Em cooperação com o Ministério da Educação, apoiar as escolas, públicas e privadas, para que as mesmas ofereçam todas as condições para a prática de desporto; • Levar o desporto para as universidades, fazendo com que todos os alunos pratiquem pelo menos uma modalidade, durante o tempo de frequência universitária; • Acabar com a promiscuidade existente entre os clubes e as câmaras municipais, através da redução da dependência dos primeiros em relação aos subsídios das câmaras; • Elaborar, juntamente com a Liga de Clubes e a Federação Portuguesa de Futebol, uma nova organização para o futebol profissional, nomeadamente através de uma redução de clubes na Super Liga; • Acabar com a lógica do número ilimitado de estrangeiros a jogar nos clubes portugueses, a chamada “Lei Bosman”, voltando a impor um limite de não-portugueses a jogarem nos nossos clubes. Com isto, as equipas voltarão a ser preenchidas quase na totalidade por jogadores portugueses; • Construir uma “Casa das Selecções”, onde as selecções portuguesas de todas as modalidades encontrarão as condições perfeitas para desenvolverem o seu trabalho. • Incentivar o desporto de alta competição |
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